Termas do Estoril

HM-15 - Termas do Estoril

Termalismo

CONCESSÃO

Architecture

MORADA:
Rua Particular, 2769-504 Estoril

LOCALIZAÇÃO:
Distrito - Lisboa
Concelho - Cascais

ÁREA DA CONCESSÃO:
50,20 ha

DATA DO CONTRATO:
30-05-1995

PERÍMETRO DE PROTEÇÃO:
Fixado
Portaria n.º 74/2018, DR 51, Série II, 13-03-2018

Concessionário

Termas do Estoril, S.A.

Captação

AC5

Tipo

furo

SETOR DE ATIVIDADE

Termalismo

INDICAÇÕES TERAPÊUTICAS:
Doenças da pele
Doenças do aparelho respiratório
Doenças reumáticas e músculo-esqueléticas
Photograph

CARACTERIZAÇÃO DA ÁGUA

Tipo de Água
Cloretada
Composição Principal
Cloretada Sódica
Mineralização
Hipersalina
PARÂMETROS FÍSICO-QUÍMICOS:
Data da analíse físico-química completa - 24/05/2010
Mineralização Total - 6584 mg/L
pH - 7,0
Temperatura - 36,4 ⁰C
Condutividade Elétrica - 9530 µS/cm
PROJETO HIDROGENOMA:
pH - 7,0
Temperatura emerg. - 33,0 ⁰C

GEOLOGIA

Localização

Bacias Meso-Cenozóicas Bacia Lusitaniana

15mapa

Adaptada da Carta Geológica de Portugal à escala 1:1.000.000, LNEG-2010

UNIDADES GEOLÓGICAS:
  • Rochas sedimentares do Cenozóico

Aluviões - preenchem as principais linhas de água.

  • Rochas sedimentares do Mesozóico

Cretácico Superior: calcários e margas ("Belasiano”).

Cretácico Inferior: nível superior das Camadas de Almargem ("Grés Superiores") - arenitos e argilas.

  • Rochas filonianas

Filões de rochas básicas, por vezes, muito alteradas e em geral com orientação N-S, cortam as unidades cretácicas.

TECTÓNICA:

Do ponto de vista tectónico assinala-se a existência de diversas falhas, com direção aproximadamente N-S, por vezes ocupadas por linhas de água e, ainda, numerosas fraturas com a mesma direção, muitas delas preenchidas por rochas filonianas.

As unidades cretácicas apresentam-se em estrutura monoclinal com inclinações suaves para SE, correspondente ao flanco sul do anticlinal dissimétrico de Bicesse-Manique.

CARTA GEOLÓGICA DA CONCESSÃO

15CARTA

Adaptada da folha 34C da Carta Geológica de Portugal à escala 1:50.000, LNEG-1999

HIDROGEOLOGIA

SISTEMA AQUÍFERO:

Desenvolve-se nas unidades calcárias do Cretácico inferior sendo a unidade "Calcários recifais e calcários com Chofattelas e Dasicladáceas" a que apresenta maior permeabilidade, a qual é conferida por fraturas verticais de orientação N-S, muitas preenchidas por rochas filonianas. A maior permeabilidade verificada nos calcários é, possivelmente, devida à existência de carsificação.

UNIDADES AQUÍFERAS:
  • Sistema aquífero superficial - de fraca espessura, constituído por formações aluviais e por arenitos e argilas da parte superficial do membro "Grés Superiores" da unidade "Camadas de Almargem", onde circulam águas superficiais frias com baixa mineralização.
  • Sistema aquífero intermédio - sem fronteiras bem definidas, por onde circula uma mistura das águas superficiais frias, com o recurso hidromineral mais profundo e quente. Apresenta um aumento de temperatura e mineralização total com a profundidade.
  • Sistema aquífero profundo - ocorre imediatamente abaixo do anterior, sem fronteiras bem definidas, onde circula a água mineral natural das Termas do Estoril com mineralização elevada e temperatura a rondar 35 °C.
MODELO CONCEPTUAL DO SISTEMA AQUÍFERO:

O recurso tem origem nas águas meteóricas que, a partir da Serra de Sintra, localizada a N, se infiltram nas unidades cretácicas do sinclinal de Alcabideche. Estas apresentam inclinações por vezes próximas da vertical, o que favorece a infiltração a elevadas profundidades, onde a água adquire mineralização e temperatura elevadas. O fluxo subterrâneo é facilitado ainda pela existência de numerosas falhas e fraturas verticais, de direção N-S, muitas preenchidas por filões, as quais também permitem a ascensão da água mineral natural que é captada a profundidade que ronda os 100 m.

15MODELO

Adaptado de H. Graça, 2017

Estudo do Microbismo Natural

--- COMUNIDADES BACTERIANAS POR CLASSE ---

Classes representativas: Alphaproteobacteria e Actinobacteria.

Os valores obtidos na composição, com base na afiliação taxonómica por classe, das comunidades bacterianas desta água cloretada, proveniente de duas captações diferentes (AC5 e AC3A), indicam uma distribuição em 6 classes (? ̅  ≥ 5,59%), com a presença maioritária de Alphaprotebacteria (41,52%) na amostra F5 (captação AC3A) e de Actinobacteria (29,57%) na amostra F1 (captação AC5). A percentagem de reads (sequências) sem classificação é elevada em ambas as amostras (10%).

15CLASSE

 

--- COMUNIDADES BACTERIANAS POR GÉNERO ---

Relativamente à classificação taxonómica por género, na amostra F1 (captação AC5), colhida na primavera do ano 2017, verifica-se um equilíbrio entre os géneros identificados, sem dominância, e uma elevada percentagem sem classificação para este grupo taxonómico (48,02%). Na amostra F5 (captação AC3A) do ano hidrológico de 2018, o padrão de distribuição em géneros sem dominância é semelhante ao anterior (F1), no entanto apresenta outros géneros representativos. Este hidrogenoma é composto principalmente por Parvibaculum, Rhodovibrio, Thermodesulfovibrio e Caldicellulosiruptor. Os géneros Candidatus Scalindua e Thermodesulfovibrio são comuns nestas amostras.

15GENERO

 

--- COMUNIDADES BACTERIANAS POR ESPÉCIE ---

As espécies mais representativas em F1 (captação AC5) são: Thermodesulfovibrio thiophilus, Candidatus Scalindua brodae, Magnetospirillum bellicus, Thermodesulfatator atlanticus, Planifilum fimeticola e Novosphingobium hassiacum.

As espécies mais representativas em F5 (captação AC3A) são: Rhodovibrio sodomensis, Candidatus Scalindua brodae, Candidatus liberibacter solanacearum, Parvibaculum lavamentivorans, Thermodesulfovibrio thiophilus, Thermodesulfatator atlanticus, Aurantimonas coralicida, Chlorobaculum limnaeum, entre outras.

15DIVERSIDADE

A diversidade e riqueza específica é mais elevada na amostra F5 colhida em 2018, comparativamente a F1 colhida em 2017, devido à maior representatividade da classe Alphaproteobacteria (géneros Parvibaculum, Rhodovibrio, Candidatus liberibacter, Autantimonas).

15VIAVEIS

 

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