Caldas de Carlão

HM-21 - Caldas de Carlão

Termalismo

CONCESSÃO

Caldas do Carlão

MORADA:
Candedo, 5090-011 Murça

LOCALIZAÇÃO:
Distrito - Vila Real
Concelho - Murça

ÁREA DA CONCESSÃO:
50,17 ha

DATA DO CONTRATO:
02-10-1996

PERÍMETRO DE PROTEÇÃO:
Fixado
Portaria n.º 89/2019, DR 59, Série I, 25-03

Concessionário

Empresa Termal de Caldas de Carlão, Lda.

Captação

AM2

Tipo

furo

SETOR DE ATIVIDADE

Termalismo

INDICAÇÕES TERAPÊUTICAS:
Doenças da pele
Doenças do aparelho respiratório
Doenças reumáticas e músculo-esqueléticas
Green

CARACTERIZAÇÃO DA ÁGUA

Tipo de Água
Sulfúrea
Composição Principal
Bicarbonatada Sódica
Sulfúrea
Composição Secundária
Fluoretada
Sulfidratada
Mineralização
Fracamente Mineralizada
PARÂMETROS FÍSICO-QUÍMICOS:
Data da analíse físico-química completa - 30/03/2016
Mineralização Total - 430 mg/L
pH - 8,3
Temperatura - 35,3 ⁰C
Condutividade Elétrica - 470 µS/cm
PROJETO HIDROGENOMA:
pH - 8,2
Temperatura emerg. - 35,3 ⁰C

GEOLOGIA

Localização

Zona Centro-Ibérica Série dos granitos hercínicos de duas micas sin-orogénicos.

21mapa

 Adaptada da Carta Geológica de Portugal à escala 1:1.000.000, LNEG-2010

UNIDADES GEOLÓGICAS:
  • Granitos hercínicos sin-orogénicos - granitos de duas micas, com tendência porfiróide, de grão médio a grosseiro.
  • Complexo Xisto-Grauváquico (Grupo do Douro) - xistos micáceos, luzentes e mosqueados, com laminação fina paralela, alternando com metagrauvaques a metaquartzovaques, por vezes carbonatados (Formação Pinhão – Neoproterozóico-Câmbrico).
  • Filões de aplito-pegmatito - muito frequentes na zona de contacto das unidades anteriores.
TECTÓNICA:

Destacam-se duas famílias de falhas que compartimentam a região num reticulado onde se instala a rede hidrográfica:

  • A primeira tem direção NNE-SSW a NE-SW, com inclinação de 55°a 75° para NW.
  • A segunda tem direção WNW-ESE, com inclinação de 55° a 75° para NNE.

A rede de drenagem orienta-se segundo estas direções, o que denota a influência tectónica na sua instalação.

 

 CARTA GEOLÓGICA DA CONCESSÃO

21CARTA

Adaptada da folha 10B da Carta Geológica de Portugal à escala 1:50.000, LNEG-2015

HIDROGEOLOGIA

SISTEMA AQUÍFERO:

Granítico fraturado, extenso e profundo, com elevado tempo de residência. Tem artesianismo positivo com caudais moderados a elevados.

UNIDADES AQUÍFERAS:
  • Granito alterado - funciona quer como aquífero poroso, quer como aquitardo, dependendo do grau de arenização local.
  • Granito fraturado - com permeabilidade fissural.
  • Xistos e grauvaques - de permeabilidade reduzida ou nula, funcionando, neste caso, como selante de unidades aquíferas subjacentes.
MODELO CONCEPTUAL DO SISTEMA AQUÍFERO:

O sistema aquífero hidromineral das Caldas do Carlão tem origem nas águas meteóricas que se infiltram em pontos de cotas elevadas na região envolvente.

As águas circulam a profundidades médias e têm tempo de residência elevado, dado que são praticamente desprovidas de trítio. A circulação tanto superficial como subterrânea dá-se de preferência de NE para SW.

Várias  emergências sob a forma de nascentes ocorrem na base da encosta norte do vale encaixado do rio Tinhela, próximo da zona de contacto entre xistos e granitos. Estão no geral associadas a zonas de interseção das duas famílias de falhas predominantes, caracterizadas por corredores de intensa fraturação.

Estudo do Microbismo Natural

--- COMUNIDADES BACTERIANAS POR CLASSE ---

Classes representativas: Betaproteobacteria, Gammaproteobacteria e Alphaproteobacteria.

A composição taxonómica por classe, das comunidades bacterianas desta água sulfúrea, apresenta uma distribuição em 7 classes (?̅ ≥ 0,59%), ao longo dos anos de 2017 e 2018, assinalando a presença maioritária de Betaproteobacteria (45,48%), predominante nas amostras colhidas na primavera F1 (90,95%) e F5 (81,48%). Estes resultados contrastam com os das amostras F3-F7 (outono), sendo Alphaproteobacteria predominante na amostra F3 (53,63%) e Gammaproteobacteria na amostra F7 (75,02%). Esta diferença aponta para um possível desequilíbrio na estrutura populacional, verificando-se em F3 maior percentagem de reads sem classificação (28,85%).

21CLASSE

 

--- COMUNIDADES BACTERIANAS POR GÉNERO ---

Na classificação taxonómica ao nível de género, comparando as amostras F1-F5 (primavera), verifica-se que os géneros mais representativos deste bacteroma são Sulfuritalea, Methyloversatilis e Thiobacillus, destacando-se nesta composição o género Sulfuritalea.

Por outro lado, ao comparar as amostras F3-F7 (outono), observa-se uma alteração na composição das comunidades microbianas. Enquanto que na amostra F3 predomina o género Methylobacterium, na amostra F7 domina Acinetobacter, não havendo estabilidade na composição do bacteroma entre estas amostras.  

21GENERO

 

--- COMUNIDADES BACTERIANAS POR ESPÉCIE ---

As espécies mais representativas que caracterizam este bacteroma são: Acinetobacter johnsonii, Thiobacillus denitrificans, Thiobacillus sajanensis, Thiobacillus thioparus, Methylobacterium mesophilicum, Methylobacterium radiotolerans, entre outras. Destes microrganismos identificados Acinetobacter johnsonii, por exemplo, pode ter aplicabilidade em processos de biorremediação (Yan Jiang, et al., 2018).

21DIVERSIDADE

As amostras F3-F7 (outono) apresentam maior diversidade bacteriana, comparativamente às amostras F1-F5 (primavera), entre as quais a riqueza específica é mais elevada na amostra F5, devido ao aumento da representatividade do género Thiobacillus, relativamente a F1. Os valores de OTUs que caracterizam esta água mineral natural, variam de 64 a 218 entre as amostras F1 e F3, aumentando a riqueza específica com a presença maioritária dos géneros Methylobacterium e Desulfomonile em F3.

 

21VIAVEIS

 

 

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